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Minicurso 11
ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS PARA SE TRABALHAR A INVISIBILIDADE DAS MULHERES NEGRAS NAS AULAS DE HISTÓRIA E DE FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO MEDIANTE AS TECNOLOGIAS DIGITAIS.
Proponente
Francielcio Silva da Costa,
Graduado em História pela Universidade Estadual do Piauí ( UESPI) e Pós graduado em História e Cultura Afro Brasileira pela Faculdade (FAVENI).
Francisca Cibele da Silva Gomes
Graduada em História pela Universidade Estadual do Piauí ( UESPI) e Pós graduada em Educação digital para os anos iniciais do Ensino Fundamental (UEM).
Juliana Veras de Sousa
Graduada em Pedagogia pela Universidade Federal do Piauí ( UFPI) e Especialização em saúde coletiva pela ( UNOPAR).
Quantidade de vagas: livre
Ementa:
A oficina “Estratégias Pedagógicas para se Trabalhar a Invisibilidade das Mulheres Negras nas Aulas de História e de Filosofia no Ensino Médio mediante as Tecnologias Digitais” propõe uma reflexão crítica sobre os processos históricos, filosóficos e educacionais que contribuíram para o apagamento das mulheres negras nos currículos escolares e nos materiais didáticos. Partindo de uma perspectiva interdisciplinar e fundamentada nos estudos de gênero, raça e interseccionalidade, a oficina busca problematizar as narrativas hegemônicas presentes no ensino de História e Filosofia, bem como apresentar estratégias pedagógicas que promovam a visibilidade, o reconhecimento e a valorização das produções intelectuais, culturais e políticas das mulheres negras. A proposta articula o uso das tecnologias digitais como ferramentas pedagógicas capazes de ampliar o diálogo, a participação democrática e a construção coletiva do conhecimento, favorecendo práticas educativas críticas e antirracistas no Ensino Médio. Por meio de debates, atividades colaborativas e dinâmicas online, a oficina incentiva os participantes a repensarem suas práticas docentes e a desenvolverem metodologias que contribuam para a formação de sujeitos críticos.
Público-alvo
Público em geral.
Metodologia
Atividade expositiva e dialogada
Atividade prática e avaliação
Dinâmica online envolvendo discussões coletivas sobre a visibilidade das mulheres negras nas aulas de História e Filosofia, a utilização dos recursos tecnológicos digitais como espaço para debates democráticos e valorização da identidade cultural e da diversidade e a produção de uma nuvem virtual com palavras-chaves contendo as impressões dos participantes a respeito dos temas vinculados ao minicurso, produzida a partir de reflexão sobre o conteúdo ministrado no curso.
Desenvolvimento do minicurso
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Plataforma: Google Meet.
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Duração: 2 dias.
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Carga horária: 4 horas.
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Datas e horários: 26 e 27 de maio de 2026, horário: das 19H às 21H
Programação detalhada do minicurso
1º dia (26 de maio de 2026 – horário: 19H às 21H):
Trabalhar o Tema: Invisibilidade das mulheres negras no ensino de História e Filosofia e o papel das tecnologias digitais No primeiro momento da oficina será realizada a apresentação da proposta e dos objetivos do minicurso, situando os participantes quanto à temática da invisibilidade das mulheres negras no ensino de História e Filosofia no Ensino Médio. Em seguida, será promovida uma discussão conceitual acerca da invisibilidade histórica, do apagamento epistemológico e da interseccionalidade, com ênfase na análise da trajetória das mulheres negras ao longo da História e da Filosofia, evidenciando os mecanismos sociais eeducacionais responsáveis por sua marginalização. Posteriormente, será desenvolvida uma análise crítica dos currículos escolares, dos livros didáticos e dos discursos pedagógicos, buscando identificar práticas e narrativas que contribuem para a exclusão das produções intelectuais das mulheres negras no contexto educacional. A oficina também abordará o uso das tecnologias digitais como ferramentas pedagógicas voltadas à democratização do conhecimento, à ampliação das vozes historicamente silenciadas e à construção de narrativas contra-hegemônicas no ambiente escolar. Por fim, serão apresentadas experiências e produções acadêmicas e intelectuais de mulheres negras, como Lélia Gonzalez e Gloria Anzaldúa, destacando sua relevância histórica, filosófica e educacional, bem como suas contribuições para a construção de práticas pedagógicas
críticas, antirracistas e inclusivas.
2º dia (27 de maio de 2026 – horário: 19H às 21H):
Trabalhar o Tema: Estratégias pedagógicas digitais para a visibilidade das mulheres negras no Ensino Médio
No segundo momento da oficina, será promovida uma reflexão acerca das práticas
pedagógicas críticas e antirracistas no ensino de História e Filosofia, considerando a necessidade de superação de abordagens tradicionais que reproduzem desigualdades raciais e epistemológicas no ambiente escolar. A partir desse debate, será discutido o uso de plataformas digitais, redes sociais, ambientes virtuais de aprendizagem e ferramentas colaborativas como espaços potencializadores da construção coletiva do conhecimento, do diálogo democrático e da valorização da diversidade. Em seguida, os participantes serão convidados a elaborar, de forma colaborativa, estratégias pedagógicas digitais voltadas à valorização da identidade, da cultura e do pensamento das mulheres negras no contexto escolar, articulando teoria e prática pedagógica. A oficina também abordará a relação entre educação digital, cidadania, diversidade cultural e a promoção dos direitos humanos no ambiente escolar, destacando o papel das tecnologias digitais na formação crítica dos estudantes. Por fim, será realizada a socialização das propostas elaboradas pelos participantes, seguida de um debate coletivo sobre as possibilidades de aplicação das estratégias pedagógicas desenvolvidas nas aulas de História e Filosofia no Ensino Médio, visando o fortalecimento de práticas educativas inclusivas, democráticas e antirracistas.
Objetivos do minicurso
Debater com os participantes do minicurso sobre estratégias pedagógicas adequadas que possibilitam dar visibilidade as mulheres negras nas aulas de História e de Filosofia no Ensino Médio mediante as tecnologias digitais e desenvolver com os participantes do minicurso de forma colaborativa estratégias pedagógicas eficientes que permitam trabalhar nas aulas de História e de Filosofia com o tema da invisibilidade das mulheres negras.
Diálogo com o evento
O diálogo entre o presente minicurso e o ‘IV Simpósio sobre Mídias, Tecnologias e História‘ se dá pelo conteúdo transdisciplinar já exposto, o qual, transversalmente, busca observar a emergência da invisibilidade das mulheres negras nos temas trabalhados nas aulas de História e Filosofia no Ensino Médio. Tendo em vista a mediação das tecnologias digitais como meio que pode reforçar o papel democrático da comunicação, a valorização da diversidade dentro da realidade virtual.
Referências
COSTA, Francielcio Silva da. A invisibilidade das mulheres negras nos livros didáticos de Sociologia no Piauí na Perspectiva da BNCC. Trindade. 2024. 35 f. Disponível em: https://repositorio.ifgoiano.edu.br/bitstream/prefix/4789/1/Artigo%20Francielcio%20Silva%20da%20Costa%20Finalizado.pdf. Acesso em: 12 jan. 2026.
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Nascimento Silva, J. M. (2025). A INVISIBILIDADE DAS MULHERES NEGRAS NA HISTÓRIA, LITERATURA E FILOSOFIA SEGUNDO O PENSAMENTO DE GLORIA ANZALDÚA. Cadernos Do PET Filosofia, 15(30), 172–183. https://doi.org/10.26694/cadpetfilo.v15i30.6323. Disponível em: https://www.periodicos.ufpi.br/index.php/pet/article/view/6323. Acesso em: 12 jan. 2026.
RODRIGUES, Dagmar. O lugar da mulher na história da filosofia e no ensino de filosofia no nível médio. 2024. 64 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Filosofia) - Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2024. Disponível em: https://repositorio.ufc.br/handle/riufc/77027. Acesso em: 12 jan. 2026.
SILVA, Alcione Aparecida da; NEVES, Marcos Cesar Danhoni. Narrativas esquecidas e reconstrução do passado: a didática da história como ferramenta de (re)existência diante da invisibilidade imposta pela história oficial à história pública, de gênero e interseccionalidadea. Ponta de Lança: Revista Eletrônica de História, Memória & Cultura, São Cristóvão, v. 18, n. 34, p. 97–115, 2024. DOI: 10.61895/pl.v18i34.20812. Disponível em: https://periodicos.ufs.br/pontadelanca/article/view/20812. Acesso em: 12 jan. 2026.




