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Minicurso 16
ALFABETIZAÇÃO, LETRAMENTO E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NO CONTEXTO DIGITAL: DIÁLOGOS ENTRE TEORIA E PRÁTICA
Proponentes
Sabrina Trevisan Schuster
Formada em Pedagogia pela Universidade de Passo Fundo (UPF). Possui Especialização em Teorias e Metodologias da Educação pelo Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) e Especialização em Liderança Positiva e Gestão de Sala de Aula (Unitá). Atualmente é mestranda em Educação pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). Atua como Professora dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental no município de Erebango/RS e como Atendente Terapêutica. E-mail: sa.tre.schuster16@gmail.com
Quantidade de vagas: livre
Ementa:
O presente minicurso tem como foco o embasamento teórico nos autores André (2016), Cagliari (1998), Leite (2001), Nóvoa (2023), Rojo (2019), Russo (2010), Soares (2003), visando compreender os conceitos e processos de alfabetização e letramento. Propõe reflexões sobre a formação de professores e as práticas pedagógicas contemporâneas, considerando o cenário educacional atual, marcado pela presença das tecnologias digitais, das inovações pedagógicas e dos desafios do ensino no contexto escolar.
Público-alvo
Público em geral.
Metodologia
a definir
Atividade prática e avaliação
Os participantes serão convidados a relatar uma prática pedagógica vivenciada em seu cotidiano escolar e, a partir da reflexão coletiva, analisar se essa prática pode ser adaptada ou ressignificada para o contexto digital, considerando os objetivos de aprendizagem e o perfil das crianças.
Desenvolvimento do minicurso
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Plataforma: a definir.
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Duração: 2 dias.
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Carga horária: 4 horas.
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Datas e horários: 26 e 28 DE MAIO DE 2026, HORÁRIO: 19H às 21h):
Programação detalhada do minicurso
1º dia 26 de maio de 2026 (19h às 21h):
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Conceitos de alfabetização e letramento: No contexto brasileiro, alfabetização e letramento são conceitos distintos, porém complementares. A alfabetização refere-se ao ensino do sistema de escrita alfabética, envolvendo o domínio das relações entre grafemas e fonemas e a capacidade de ler e escrever palavras e textos simples (Cagliari, 1998). Já o letramento diz respeito ao uso social da leitura e da escrita em diferentes práticas sociais, possibilitando ao sujeito participar de forma ativa em seu contexto social e cultural (Soares, 2003; Leite, 2001).
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Relações entre alfabetização, letramento e práticas pedagógicas: Articulação entre alfabetização e letramento é fundamental para a construção de práticas pedagógicas significativas. Conforme orienta a BNCC (Brasil, 2018), o processo de alfabetização deve ocorrer de forma integrada às práticas sociais da linguagem, respeitando os diferentes ritmos de aprendizagem. Nesse sentido, é essencial que o professor analise constantemente suas práticas, refletindo sobre os métodos utilizados e ajustando suas intervenções pedagógicas de acordo com as necessidades das crianças (André, 2016).
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Formação de professores alfabetizadores e mediação pedagógica: A formação de professores alfabetizadores, especialmente na perspectiva da formação continuada, é indispensável para qualificar o processo de alfabetização e letramento. O professor atua como mediador pedagógico, planejando situações de aprendizagem intencionais e promovendo interações que favoreçam o desenvolvimento das crianças. A reflexão sobre a prática e a troca de experiências contribuem para o fortalecimento do papel docente e para a melhoria da qualidade do ensino (Nóvoa, 2023).
2º dia – 28 de maio de 2026 (19h às 21h)
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Práticas pedagógicas no contexto digital: Possibilidades e limites do uso dastecnologias digitais nos Anos Iniciais No contexto da cultura digital, é fundamental considerar as desigualdades no acesso às tecnologias, uma vez que nem todas as crianças possuem acesso regular à internet e a dispositivos digitais, o que impacta diretamente os processos de aprendizagem. Além disso, a legislação brasileira estabelece restrições ao uso de celulares no ambiente escolar, visando proteger o desenvolvimento dos estudantes; contudo, tais normativas não impedem que o professor utilize recursos tecnológicos de forma pedagógica, consciente e intencional. Nesse sentido, cabe ao docente promover reflexões críticas sobre o uso das tecnologias, problematizando com as crianças se a tecnologia é, de fato, prejudicial ou se o desafio reside na forma como ela é utilizada. Trabalhar a tecnologia como ferramenta educativa implica desenvolver o uso responsável, ético e crítico das mídias, contribuindo para a aprendizagem e para o amadurecimento dos estudantes. Conforme Rojo (2019), os letramentos contemporâneos envolvem múltiplas linguagens, mídias e semioses, exigindo da escola práticas pedagógicas que dialoguem com a realidade digital das crianças, sem perder de vista a formação crítica e o papel mediador do professor.
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Práticas não digitais e sua permanência no processo de alfabetização: As práticas não digitais continuam sendo fundamentais no processo de alfabetização, especialmente nos anos iniciais. Avaliações diagnósticas, sondagens, uso de letras móveis, ditados, jogos pedagógicos e materiais concretos (estruturados ou não) possibilitam à criança experimentar, manipular e construir conhecimentos de forma significativa. O uso de materiais concretos favorece a compreensão dos conceitos, o desenvolvimento do raciocínio e a aprendizagem ativa, reforçando que práticas tradicionais, quando intencionais e contextualizadas, permanecem essenciais no cotidiano da sala de aula. As tecnologias digitais não substituem o lápis, a borracha e o papel, que permanecem essenciais no processo inicial de alfabetização, atuando de forma complementar às práticas pedagógicas. Essa proposta fundamenta-se na perspectiva de práticas como parte constitutiva do processo de aprendizagem (Russo, 2010; Esteban, 2003).
Objetivos do minicurso
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Alfabetização e ao letramento, bem como discutir práticas pedagógicas contemporâneas.Apresentar e socializar conceitos fundamentais relacionados à
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Refletir sobre a articulação entre teoria e prática no processo de alfabetização, considerando os desafios e as possibilidades do uso das tecnologias digitais no contexto escolar.
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Promover o diálogo crítico sobre a atuação do professor alfabetizador frente àsdemandas do mundo digital.
Diálogo com o evento
O diálogo entre o presente minicurso e o IV Congresso Internacional de Humanidades Digitais e o V Simpósio Nacional em Mídias, Tecnologias e História estabelece-se a partir de uma abordagem transdisciplinar, ao refletir sobre o uso das tecnologias e suas implicações nas práticas pedagógicas de alfabetização. O minicurso busca problematizar o papel das mídias digitais no cotidiano escolar, articulando aspectos históricos, pedagógicos e formativos que atravessam o trabalho docente nos Anos Iniciais.
Referências
ANDRÉ, M (org). Práticas inovadoras na formação de professores. Campinas, SP: Papirus, 2016.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 11 jan. 2026.
CAGLIARI, L. C. Alfabetização e linguística. 10. ed. São Paulo: Scipione, 2003.
ESTEBAN, M. T. Trabalhando com cartas: a construção do conhecimento como processo dialógico. In: GARCIA, R. L. (org.). A formação da professora alfabetizadora: reflexões sobre a prática. São Paulo: Cortez, 2003. p. 125-146.
LEITE, S. A. S; Alfabetização e Letramento: Contribuições para as práticas pedagógicas. Campinas, SP: Komedi; Arte escrita, 2001.
NÓVOA, A. Professores: Libertar o futuro. 1. ed. São Paulo: Diálogos Embalados, 2023.
ROJO, Roxane Helena Rodrigues; MOURA, Eduardo. Letramentos, mídias e linguagens. São Paulo: Parábola Editorial, 2019.
RUSSO, M. F. Alfabetização: um processo em construção. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2010.
SOARES, M. Alfabetização e letramento. São Paulo: Contexto, 2003.




