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Minicurso 18.
“NA ERA DA INTERNET”: MÍDIAS DIGITAIS NA CIÊNCIA HISTÓRICA, CIÊNCIA POLÍTICA E PSICOLOGIA.
Proponentes.
Fernanda de Araújo Oliveira.
Graduada em História pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), especialista em Docência e Prática da História do Brasil pela Universidade Focus e especialista em História e Cultura Indígena e Afro-Brasileira pela Faculdade Iguaçu. Mestra em História pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e doutoranda em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com tese sobre a Marcha do Orgulho Crespo de Curitiba/PR e os processos de empoderamento e resistências desenvolvidos pelas mulheres negras tanto na cidade de Curitiba quanto nas redes sociais digitais da marcha. E-mail: afernanda791@gmail.com.
José Diôgo Lima da Silva
Graduado em Direito pelo Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU).
Graduado em Ciência Política pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). Especialista em Direito Público e Privado pela Faculdade Legale, campus São Paulo. Mestre em Ciência Política pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e Doutorando em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Membro do Núcleo de Pesquisa sobre Informação Pública e Eleições (Ipê) na Universidade de Brasília e do Grupo de Pesquisa Democracia e Comunicação Digital (Decode) na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Pesquisa na área de Comportamento Político e Opinião Pública, com ênfase em Comunicação Política de Lideranças Políticas Evangélicas Digitais. E-mail: josediogolima59@gmail.com
Layse Pereira da Costa
Graduada em Psicopedagogia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Especialista em Análise do Comportamento Aplicada ao Autismo e a outros Transtornos do Desenvolvimento pela FACESA. Mestra em Psicologia Cognitiva pela
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Doutoranda em Psicologia pela mesma instituição, com tese sobre Adicções Tecnológicas e Funções Executivas na Adolescência. Coordenadora da Especialização em Avaliação Psicopedagógica do CINTEP (PB) e docente de disciplinas de avaliação psicopedagógica, processos cognitivos básicos e complexos e neurociência em cursos de pós-graduação. E-mail: laysep.costa@gmail.com
Quantidade de vagas: 20
Ementa:
O presente minicurso parte primordialmente da concepção de que vivemos um processo histórico denominado “Era da Internet”, que compreende a última década do século XX e as duas primeiras décadas do século XXI e caracteriza-se pelo uso da internet e das tecnologias digitais, com profundas mudanças nas relações sociais (Prado, 2022). Nessa perspectiva, a fim de compreender as interações das mídias sociais digitais nos comportamentos atuais da sociedade e dos indivíduos, o minicurso abordará os seguintes temas:
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Histórico sobre a ascensão da internet e mídias sociais: Neste tópico abordaremos desde os primórdios da ascensão da Internet nos anos de 1960 com a Arpanet, desenvolvida para construir um sistema de comunicações militares ligado ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos, no âmbito de uma disputa tecnológica, militar e espacial contra o bloco soviético, até a revolução ocasionada pela chegada da web 2.0 que traz a interatividade em sites e plataformas acessados. Com isso, a partir dos anos 2000, emergiram na internet redes sociais como Facebook (2004-), Twitter (2006-) atualmente X, Instagram (2010-), Youtube (2005), dentre outros (Andrade, 2022).
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Mídias sociais digitais na ciência histórica: Com esse tópico pretendemos compreender as mudanças históricas mobilizadas pela internet e as mídias sociais digitais na escrita da história e nas atuais modificações da experiência no tempo (Pereira, 2022), nas quais envolvem transformações nas sociabilidades, onde as pessoas integraram as tecnologias as suas vidas, ligando assim a realidade virtual com a virtualidade real, que passaram, inclusive, a moldar as opiniões políticas, através do espaço da comunicação (Castells, 2005).
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Mídias sociais digitais na ciência política: Enquadramento digital e Memes. O objetivo deste tópico busca apresentar o modelo clássico de framing proposto por Entman (1993), operacionalizado através de suas quatro funções constitutivas: a Definição do Problema (o que é apontado como a crise central); o Diagnóstico das Causas (a quem ou a que se atribui a culpa); a Avaliação Moral (os julgamentos de valor sobre os atores envolvidos); e a Prescrição de Soluções (os caminhos apontados para resolução ou mitigação do problema). A sobreposição desses eixos permite compreender não apenas o que é dito, mas como a estrutura narrativa direciona a interpretação da audiência.
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Os memes, embora associados à internet, sempre estiveram presentes na história das eleições e das estratégias de campanha no Brasil e no mundo. Mesmo tendo origem na sociobiologia dos anos 1970, o conceito pode ser aplicado de forma legítima ao campo político. Isso porque, em vez de parecer forçado, ele ajuda a unificar fenômenos que a ciência política costuma tratar separadamente, revelando continuidades entre práticas antigas e atuais de comunicação política. A aplicação do conceito não soa artificial, mas, ao contrário, é capaz de unificar o que cientistas políticos têm tratado como categorias estanques (Chagas, 2018).
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Mídias sociais digitais na psicologia: O objetivo deste tópico é discutir a influência das plataformas online no bem estar cognitivo e psicológico dos indivíduos. Para tanto, serão apresentados aspectos neurobiológicos que tornam determinados públicos mais vulneráveis ao uso excessivo de tecnologia e a consequência da interação dessas vulnerabilidades com recursos próprios das plataformas, os quais potencializam o engajamento (Maza et al., 2023; Su et al., 2021). Temas como a formação de identidades, (Masri-Zada et al., 2025), disseminação de comunidades virtuais de ódio (Solea & Sugiura, 2023) e transtornos emocionais na era digital serão abordados (Smith; Short, 2022; Yao et al, 2023).
Público-alvo
Público em geral.
Metodologia
O minicurso “Na Era da Internet”: Mídias digitais na ciência histórica, ciência política e psicologia será destinado a 20 pesquisadores e profissionais da educação, ciências sociais e saúde com o objetivo de apresentar conceitos importantes para compreender as relações das mídias sociais digitais em diversas áreas de conhecimento.
Atividade prática e avaliação
a definir
Desenvolvimento do minicurso
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Plataforma: a definir.
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Duração: 1 dia.
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Carga horária: 4 horas.
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Datas e horários: 26 DE MAIO DE 2026, HORÁRIO: 8h às 12h):
Programação detalhada do minicurso
1º dia (26 DE MAIO DE 2026, HORÁRIO: 8h às 12h): No primeiro momento, será apresentado um breve histórico acerca da internet e sua ascensão na atualidade. Em seguida, os mediadores irão abordar tópicos específicos, cujo objetivo é analisar os desdobramentos da Era Digital nos comportamentos atuais da sociedade e dos indivíduos. Ao final de cada exposição, será realizado um momento de interação e diálogo com os participantes.
Objetivos do minicurso
Apresentar e circular conceitos importantes para compreender as relações das mídias sociais digitais na ciência histórica, na ciência política e na psicologia.
Diálogo com o evento
O diálogo entre o presente minicurso e o “V Simpósio sobre Mídias, Tecnologias e História” se dá pelo conteúdo transdisciplinar da História, da Ciência Política e da Psicologia Cognitiva já exposto, o qual, transversalmente, busca observar as relações das mídias sociais, como Facebook, Instagram, Youtube e Tik-Tok, na ciência histórica, na ciência política e na psicologia na Era da Internet (Prado, 2021).
Referências
ANDRADE, Débora El-Jaick. Redes Sociais digitais: um novo horizonte de pesquisas para a história do tempo presente. In: História Digital: A historiografia diante dos recursos e demandas de um novo tempo. Org. BARROS, José de’Assunção. Vozes, Petrópolis, 2022, p. 179-227.
CASTELLS, Manuel. A Sociedade em rede: do conhecimento à política in: A Sociedade em Rede: do Conhecimento à Acção Política. Org. Castells, Manuel, CARDOSO, Gustavo. Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 2005, p. 17-31.
CHAGAS, Viktor. A febre dos memes de política. Revista Famecos: mídia, cultura e tecnologia. Porto Alegre, v. 25, n. 1, 2018.
ENTMAN, R. M. Framing: Toward Clarification of a Fractured Paradigm. Journal of Communication, v. 43, n. 4, p. 51-58, 1993.
MASRI-ZADA, T.; MARTIROSYAN, S.; ABDOU, A.; BARBAR, R.; KADES, S.; MAKKI, H.; HALEY, G.; AGRAWAL, D. K.. The Impact of Social Media & Technology on Child and Adolescent Mental Health. Journal of psychiatry and Psychiatric Disorders, v. 9, n. 2, p. 111–130, 2025.
MAZA, Maria T. ; FOX, Kara A. ; KWON, Seh-Joo. ; FLANNERY, Jessica E. ; LINDQUIST, Kristen A., PRINSTEIN, Mitchell J. ; TELZER, Eva H. Association of Habitual Checking Behaviors on Social Media With Longitudinal Functional Brain Development. JAMA Pediatrics, v. 177, n. 2, p. 160–167, 2023.
PEREIRA, Matheus Henrique de Faria. Tempos de popularização da história? Questões em torno da Wikipedia. In: Lembrança do presente: ensaios sobre a condição da história na era da internet. Belo Horizonte: Autêntica, 2022, p. 71-98.
PRADO, Giliard da Silva. Por uma história digital: o ofício de historiador na era da internet. Tempo e Argumento, Florianópolis, v. 13, n. 34, e0201, set./dez, 2021. Disponível em: http://dx.doi.org/10.5965/2175180313342021e0201. Acesso em 21de agosto de 2024, às 15:52.
SMITH, Troy; SHORT, Andy. Needs affordance as a key factor in likelihood of problematic social media use: Validation, Latent Profile Analysis and comparison of TikTok and Facebook problematic use measures. Addictive Behaviors, v. 129, 2022.
SOLEA, A. I. ; SUGIURA, L. Mainstreaming the Blackpill: Understanding the Incel Community on TikTok. Eur J Crim Policy Res, v. 29, p. 311–336, 2023.
SU, Conghui; ZHOU, HUI; GONG, Liangyu; TENG, Binyu; GENG, Fengji; HU, Yuzheng. Viewing personalized video clips recommended by TikTok activates the default mode network and ventral tegmental area. NeuroImage, v. 237, p. 1-11, 2021.
YAO, Nisha; CHEN, Jing; HUANG, Siyuan; MONTAG, Christian; ELHAI, Jon. Depression and social anxiety in relation to problematic TikTok use severity: The mediating role of boredom proneness and distress intolerance. Computers in Human Behavior, v. 145, p. 1-9, 2023.




