top of page
  • X
  • Whatsapp
  • Facebook ícone social
  • YouTube ícone social
  • Instagram

Clique para acessar o formulário de inscrição  

Minicurso 25

HISTÓRIA INTELECTUAL NO BRASIL: PRODUÇÃO, MEDIAÇÃO E CIRCULAÇÃO DE IDEIAS

Proponentes

Antônio de Pádua da Silva Pereira Filho

Mestrando pelo Programa de Pós-Graduação em História do Brasil da Universidade Federal do Piauí - PPGHB/UFPI. Bolsista FAPEPI. Graduado em História pela Universidade Federal do Piauí (2024). Membro do Grupo de Pesquisa História, Cultura e Poder no longo século XIX brasileiro e do Núcleo de Pesquisa em História e Memória da Universidade Federal do Piauí (NUPEM UFPI). E-mail: paduasilva96@gmail.com.

Francisco Gustavo Lourenço Bezerra Menezes Alves

Mestrando pelo Programa de Pós-Graduação em História do Brasil da Universidade Federal do Piauí - PPGHB/UFPI. Bolsista CAPES. Graduado em História pela Universidade Federal do Piauí (2024). Membro do Grupo de Trabalho História, Cultura e Subjetividades. E-mail: gustavoharper16@gmail.com

 

Kamila Vytória Santos e Silva​

Mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em História do Brasil da Universidade Federal do Piauí - PPGHB/UFPI. Bolsista CAPES. Graduada em História pela Universidade Federal do Piauí (2024). Membro do Grupo de Pesquisa História, Cultura e Poder no longo século XIX brasileiro e coordenadora do Núcleo de Pesquisa em História e Memória da Universidade Federal do Piauí (NUPEM UFPI). E-mail: kamilavsantos19@ufpi.edu.br

​Quantidade de vagas: livre

Ementa: 

Este minicurso oferece uma introdução crítica aos principais fundamentos teóricos e metodológicos da História Intelectual, buscando compreender a atuação dos intelectuais em suas múltiplas dimensões históricas. A proposta articula debates conceituais clássicos e contemporâneos do campo com a análise de estudos de caso voltados às diversas formas de produção, circulação e recepção de ideias no Brasil dos séculos XIX e XX. Serão discutidas diferentes concepções da figura do intelectual, suas posições sociais e estratégias de intervenção no espaço público, bem como os variados suportes da produção simbólica, tais como livros, periódicos, imprensa, ensaios, manifestos e produções gráficas. O minicurso também abordará as redes de sociabilidade e mediação intelectual, os espaços institucionais e extra-institucionais de legitimação, além das disputas em torno da autoridade cultural e do reconhecimento público. Por fim, enfatiza-se a importância da interdisciplinaridade, do rigor na crítica e no uso das fontes, e da atenção aos contextos sociais, políticos e culturais que condicionam e dão sentido às práticas intelectuais em diferentes temporalidades.

Público-alvo

Público em geral.

​​

Metodologia

Metodologia expositiva e dialógica. O minicurso será desenvolvido ao longo de dois dias, com carga horária de duas horas por dia, articulando exposição teórica, discussão coletiva e análise de estudos de caso.

Atividade prática e avaliação

O minicurso terá caráter expositivo e dialógico, não prevendo atividades avaliativas formais. As atividades desenvolvidas consistirão em exposições teóricas por parte dos ministrantes, seguidas de diálogos, debates e intervenções dos participantes ao longo dos encontros, estimulando a reflexão crítica e a troca de experiências a partir dos temas, conceitos e estudos de caso apresentados.

Desenvolvimento do minicurso

  • Plataforma: a definir.

  • Duração: 2 dia.

  • Carga horária: 4 horas.

  • Datas e horários: a definir

 

Programação detalhada do minicurso

​​​

1º dia (a definir): No primeiro dia, o curso terá início com uma introdução teórica dedicada à apresentação dos principais conceitos, categorias analíticas e ferramentas metodológicas da História Intelectual. Serão discutidas noções como Itinerário intelectual, redes de sociabilidade, geração intelectual e operação historiográfica. Na sequência, será desenvolvido o primeiro estudo de caso, centrado na figura do médico como intelectual no século XIX, analisando sua atuação para além da prática profissional, com ênfase em sua inserção no espaço público, na produção escrita, na imprensa e em debates científicos, políticos e morais.


2° dia (a definir): No segundo dia, o minicurso dará continuidade à abordagem por meio de novos estudos de caso, agora situados no século XX, tomando esse período como palco privilegiado para discutir a ampliação dos espaços de atuação intelectual, a diversificação dos suportes de expressão e as transformações nas formas de mediação cultural. Serão analisadas diferentes experiências intelectuais à luz dos conceitos trabalhados anteriormente, permitindo aos participantes aplicar as ferramentas teóricas apresentadas, refletir sobre continuidades e rupturas entre os séculos XIX e XX e aprofundar o debate sobre as relações entre intelectuais, mídia, cultura e contexto histórico, em consonância com os objetivos propostos pelo minicurso.

​​Objetivos do minicurso

  • Apresentar os principais conceitos, abordagens e debates historiográficos da História Intelectual;

  • Discutir diferentes concepções de intelectual, suas funções sociais e formas de intervenção no espaço público;

  • Analisar os suportes da produção simbólica e os meios de circulação das ideias, com ênfase na imprensa, nos livros e em outras linguagens culturais;

  • Examinar as redes de sociabilidade, mediação e legitimação intelectual, bem como as disputas por autoridade cultural;

  • Estimular o uso crítico e interdisciplinar das fontes históricas, articulando História com campos como a Literatura, a Sociologia e os Estudos Culturais;

  • Desenvolver a capacidade analítica dos participantes para interpretar práticas intelectuais em seus contextos históricos específicos.

​​

Diálogo com o evento

O minicurso dialoga diretamente com as propostas do IV Congresso Internacional de Humanidades Digitais, Cultura e Ensino e do V Simpósio Nacional em Mídias, Tecnologias e História ao abordar a História Intelectual a partir de uma perspectiva sensível aos meios, suportes e formas de circulação das ideias. Ao discutir a atuação dos intelectuais, os dispositivos de mediação cultural e os suportes materiais e simbólicos da produção intelectual como a imprensa, os periódicos, as redes de sociabilidade e, em perspectiva comparada, os ambientes digitais, o minicurso contribui para refletir sobre as relações entre cultura, tecnologia e ensino. Além disso, ao enfatizar a interdisciplinaridade, a crítica às fontes e a atenção às transformações nos modos de produção e difusão do conhecimento, a proposta se insere nos debates contemporâneos das Humanidades Digitais, estimulando a problematização das mídias como objetos, fontes e ferramentas de pesquisa histórica. Dessa forma, o minicurso fortalece o diálogo entre História, tecnologias, práticas culturais e ensino, eixo central dos eventos propostos.

Referências

ABREU, Jean Luiz Neves. Discípulos de Asclépio: as teses médicas e a medicina acadêmica no oitocentos (1836–1897). Almanack, Guarulhos, n. 22, p. 7–40, ago. 2019.
COSTA, Adriane Vidal. Intelectuais, política e literatura na América Latina: o debate sobre revolução e socialismo em Cortázar, García Márquez e Vargas Llosa (1958–2005). 2009. 413 f. Tese (Doutorado em História) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2009.
COSTA, Jurandir Freire. Ordem médica e norma familiar. Rio de Janeiro: Graal, 1979.
FERREIRA, Luiz Otávio. João Vicente Torres Homem: descrição da carreira médica no século XIX. Physis: Revista de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 4, n. 1, p. 57–77, 1994.
MARTINS, Ana Paula Vosne. Visões do feminino: a medicina da mulher nos séculos XIX e XX. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2004.
MORAES, Dênis de. O rebelde do traço: a vida de Henfil. 3. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: José Olympio, 2016.
MOURA, Iara Conceição Guerra de Miranda. Historiografia piauiense: relações entre a escrita histórica e as instituições político-culturais. Teresina: Fundação Cultural Monsenhor Chaves, 2015.
NAPOLITANO, Marcos. Coração civil: arte, resistência e lutas culturais durante o regime militar brasileiro (1964–1980). 2011. Tese (Livre-docência em História) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011.
OLIVEIRA DA SILVA, Ricardo; SOARES, Fabrício Antônio Antunes. Dominick LaCapra: documentos e epistemologia na história intelectual. Revista Historiæ, [s. l.], v. 9, n. 1, p. 27–37, 2019. Disponível em: https://periodicos.furg.br/hist/article/view/8897. Acesso em: 25 jun. 2025.
ORTIZ, Renato. Sobre o trabalho intelectual. Porto Alegre: Zouk, 2021.
QUEIROZ, Teresinha de Jesus Mesquita. Os literatos e a República: Clodoaldo Freitas, Higino Cunha e as tiranias do tempo. 3. ed. Teresina: EDUFPI, 2011.
RIDENTI, Marcelo. Em busca do povo brasileiro: artistas da revolução, do CPC à era da 
TV. Rio de Janeiro: Record, 2000.
SILVA, Marcos. Rir das ditaduras: os dentes de Henfil (Fradim – 1971/1980). São Paulo: Intermeios, 2018.
SIRINELLI, Jean-François. Os intelectuais. In: RÉMOND, René (org.). Por uma história política. Rio de Janeiro: Editora UFRJ; Editora FGV, 1996.
SIRINELLI, Jean-François. Le hasard ou la nécessité? Une histoire en chantier: l’histoire des intellectuels. Vingtième Siècle. Revue d’histoire, Paris, n. 9, p. 97–108, jan./mar. 1986.

© Copyright

© 2026 by 4th CIHDCE & 5th SNMTH. Proudly created with Wix.com

bottom of page