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Minicurso 10

O GÊNERO MARCADO NO CORPO: O IMPACTO DAS REDES SOCIAIS NA CORPOREIDADE E CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES NOS CAMPOS ONLINE E OFFLINE.

 

Proponente

Rafael Azevedo Nespoli

Doutorando em Estudos de Gênero (ISCSP - Universidade de Lisboa). Mestre em História Social pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Licenciatura em Direito e História. Advogado e Chefe de Gabinete da 3ª Relatoria da 2ª Turma Recursal na Justiça Federal do Espírito Santo. Membro do Laboratório de Estudos de Gênero da UFES (LEG/UFES). Pesquisador nas áreas de gênero, corporeidade, redes sociais, masculinidades, mulheridades e sociologia do corpo, com atuação acadêmica voltada às intersecções entre tecnologia, identidade, poder simbólico e direitos humanos. E-mail: rafanespoli@hotmail.com

Quantidade de vagas: livre

 

Ementa: 

O presente minicurso propõe uma análise interdisciplinar acerca dos processos contemporâneos de transferência da vida social para o ambiente online e de construção das identidades de gênero a partir da apresentação corpórea dos indivíduos nesses espaços. Partindo da compreensão do corpo como instância privilegiada de inscrição simbólica, social e histórica, o curso investiga como as redes sociais baseadas na imagem — operadas por algoritmos, métricas de engajamento e economias da visibilidade — participam ativamente da modelagem dos corpos, das performatividades de gênero e da formação de subjetividades na sociedade em rede. A análise da construção de identidades de gênero no campo online sugere um estreitamento das fronteiras entre os campos online e offline, que se tornam cada vez mais porosas, produzindo tensionamentos entre autoimagem, corporificação e reconhecimento social. Nesse contexto, masculinidades, mulheridades e expressões não binárias são performadas, negociadas e hierarquizadas em ambientes mediados tecnologicamente, revelando dinâmicas de poder, inclusão e exclusão. Valendo-se de aportes dos estudos de gênero, da sociologia do corpo, da teoria da performatividade, da netnografia e das reflexões críticas sobre tecnologia e cultura, o minicurso discute os impactos históricos e sociais da atuação dos algoritmos, dos filtros e das plataformas digitais na constituição dos modelos corporais e identitários contemporâneos.

Público-alvo

Público em geral.

 

Metodologia

Atividade expositiva e dialogada

 

Atividade prática e avaliação

Atividade online com análise coletiva de perfis públicos de redes sociais (previamente selecionados), observando imagens, discursos e performances corporais.

Desenvolvimento do minicurso

  • Plataforma: a definir.

  • Duração: 2 dias.

  • Carga horária: 5 horas.

  • Datas e horários: 26 e 27 de maio de 2026, horário: das 9H às 11h30min

 

Programação detalhada do minicurso

1º dia (26 de maio de 2026 – horário: 9h às 11:30h): 

  • Sociedade em rede e cultura da imagem

  • Corpo como projeto: performatividade, capital simbólico e tecnologias do self

  • Gênero como construção social: masculinidades, mulheridades e não-binarismos

  • Redes sociais, algoritmos e formação de bolhas identitárias

2º dia (27 de maio de 2026 – horário: 9h às 11:30h): 

  • Virtualização da identidade e tensionamentos entre online e offline

  • Adequação corporal, filtros, procedimentos estéticos e redesignação de gênero

  • Hierarquias simbólicas, mercado da visibilidade e capitalismo da vigilância

​​Objetivos do minicurso

  • Apresentar conceitos fundamentais dos estudos de gênero aplicados às rede sociais

  • Compreender o papel das redes sociais na construção e circulação de modelo corporais e identidades de gênero;

  • Analisar criticamente o impacto do processo de virtualização das relações sociais na constituição do indivíduo;

  • Ponderar sobre as mudanças e permanências na hierarquização simbólica de modelos de identidade de gênero nos campos online e offline.

  • Estimular uma leitura interdisciplinar entre gênero, tecnologia, cultura, mídia e história.

Diálogo com o evento

O minicurso estabelece diálogo direto com o IV Congresso Internacional de Humanidades Digitais, Cultura e Ensino & V Simpósio Nacional em Mídias, Tecnologias e História, ao investigar a historicidade das formas de representação do corpo e do gênero mediadas pelas tecnologias digitais. A proposta articula cultura, mídia e tecnologia para compreender como a virtualização intensificada das últimas décadas produz novas subjetividades, práticas sociais e disputas simbólicas, contribuindo para reflexões críticas no contexto das humanidades digitais.

Referências

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